REDAÇÃO NA PRÁTICA

Uma nova forma de trabalhar a escrita na sala de aula.

Mais um lançamento da VEREDA EDITORA! Uma bem elaborada ferramenta para alunos se tornarem exitosos no competitivo processo da entrada em uma Universidade.

Leia a entrevista com o autor Paulo Moura, autor do livro REDAÇÃO NA PRÁTICA.

VEREDA: Professor Paulo, conte aos nossos leitores como nasceu a ideia de fazer esse livro.

PAULO: O livro nasceu de uma solicitação da Vereda Editora para a produção de um material de redação diferente dos que estão no mercado, um material que pudesse promover uma escrita mais efetiva por parte dos alunos. Aí pensei: por onde começar? Dei voltas e voltas e cheguei ao lugar onde todos os alunos vão chegar ao fim do Ensino Médio: as propostas de redação das universidades.

VEREDA: Como sua experiência profissional o ajudou a escrevê-lo?

PAULO: Trabalhar há trinta anos com alunos de Ensino Fundamental e Ensino Médio - como professor, coordenador, autor, gestor - me possibilitou formar muitos saberes sobre o ato de escrever. Aprendi que mais importante que apresentar uma excelente proposta de redação é criar condições para que os alunos possam escrever sobre o que dominam, de forma que possam escrever melhor e ganhar confiança em sua expressão. Mais importante que corrigir redação e encher os textos de observações em vermelho é olhar mais para o produtor do texto, buscando situações que favoreçam que ele melhore como pessoa, como escritor. Se se melhora o autor, consequentemente se melhora o texto, em sentido geral. Essa foi uma das minhas maiores aprendizagens acerca do ato de escrever e que procuro levar para todas minhas experiências de vida. Sempre quando escrevo uma proposta de livro (didático ou não) procuro não me esquecer disso. Na produção deste livro, busco resgatar essa sabedoria considerando o contexto de pressão para se entrar em uma boa universidade. Parto desse contexto, mas não me limito a simplesmente reproduzi-lo.

VEREDA: Atualmente, fala-se muito do desenvolvimento de competências e habilidades essenciais para a vida cidadã. Como o livro aborda essa necessidade?

PAULO: Todos falam muito a respeito disso, mas os resultados de um efetivo desenvolvimento de habilidades e competências não estão presentes em muitas escolas. Defendo que, como educadores, não deveríamos criar propostas excessivamente complexas e sofisticadas para o desenvolvimento de uma competência tão significativa para as pessoas em sua vida pessoal e profissional: a escrita. Para conseguir bons resultados nessa dimensão, há que se compreender que o grande trabalho de produção está nas mãos dos produtores dos textos e não nas de quem conduz o processo de ensino. A função do educador é facilitar e não julgar o resultado, como um juiz que pronuncia uma sentença. Confesso que, hoje, já não tenho mais a pretensão de querer ensinar algo a alguém da forma como já fiz e acreditei um dia. Competências e habilidades se desenvolvem naturalmente em ambientes de desafios, de problematização, de convívio. As propostas organizadas no livro REDAÇÃO NA PRÁTICA consideram esse aspecto.

VEREDA: Por que um livro apenas para alunos do 3a ano do Ensino Médio?

PAULO: Ao pensar nesse projeto, construí um mapa conceitual para todo o Ensino Médio, mas como os alunos do 3º ano tem mais urgência que os dos anos anteriores, esse foi prioridade na produção.

VEREDA: Fale-nos um pouco mais sobre a proposta do livro.

PAULO: Bem, considero-a como uma proposta simples, objetiva, direta. A ideia é que a experiência de escrita seja uma oportunidade de aprender algo novo, de experimentar o êxito de escrever de forma adequada e prazerosa. São bons temas, mais atemporais, para possibilitar ao professor boa exploração de cada proposta junto aos seus alunos. Esses temas podem facilmente se desdobrar em outros de grande valor.

VEREDA: Aponte a maior qualidade deste livro.

PAULO: Eu diria que é o cuidado com a adequação à realidade que os alunos irão enfrentar. Quando se parte dessa perspectiva, a proposta fica focada porque há um objetivo claro. Não há necessidade da teoria explícita, porque essa base já foi construída nos anos anteriores. Propomos a prática real, não simulada. Por isso, exploramos propostas reais de redação de várias universidades de todo o Brasil.Partindo dessas propostas reais, exploramos as etapas pouco a pouco, para que os alunos compreendam bem o que se pede. Minha experiência em sala me mostrou que muitos alunos fracassam não porque estejam despreparados teoricamente, mas porque não compreendem bem o que se pede e não dão conta de chegar bem até o final da proposta. Ou porque são propostas muito extensas, com muitos textos para serem considerados, ou porque os textos são difíceis e muitas vezes estão em um nível superior à compreensão da maioria dos alunos.

VEREDA: Afinal, o que o seu livro traz como novidade?

PAULO: O livro traz uma novidade que é explorar o conteúdo por seções que traduzem bem o que se espera, atualmente, de um processo de aprendizagem para a escrita. Foram considerados o conhecimento prévio, o compartilhamento de conhecimento, a aprendizagem com o outro, a convivência, a pesquisa, a preparação para escrever. Estou convicto de que um ponto de partida para escrever bem é estar cheio de ideias, como um copo que transborda naturalmente, quando se enche. O que as atividades propõem são instrumentos para ordenar, com propósito e sentido adequado, esse transbordamento.Para o desenvolvimento da proposta, nós nos baseamos nos Pilares de uma educação para o século XXI (aprender a fazer, a conhecer, a conviver e a ser), explicitadas pela UNESCO. Estou seguro de que essas são bases de uma educação de hoje e de sempre. Busca-se valorizar o que os alunos sabem e, a partir daí, dar a eles condições de ampliarem sua experiência, disponibilizando-lhes conteúdos, informações, para que, sobre essa base, possam construir seus argumentos, posicionarem-se e produzir com segurança.

VEREDA: Qual é o ponto central da metodologia utilizada?

PAULO: Considerando que é muito difícil - não só para um aluno, mas para qualquer pessoa - posicionar-se em relação a um assunto sobre o qual nada se sabe ou se sabe muito pouco, centramos nossa orientação no esclarecimento dos caminhos para se chegar a um bom texto. Pretendemos clarear as propostas de redação de importantes instituições de ensino superior, porque muitas delas, ainda que bem construídas, possuem uma lógica adulta, às vezes difícil para alunos adolescentes com visão ainda limitada da realidade.

VEREDA: Nesse processo de preparação, o que é mais importante proporcionar aos alunos?

PAULO: Praticar, compreender, divertir-se, experimentar pequenos sucessos... É muito importante que estejam seguro do que vão fazer para fazer bem, com consciência.Minha experiência de sala de aula em todas as séries da Educação Básica me mostrou que escrever é algo que vem com propósito, não é possível produzir bem só pela obrigação de fazer. É importante misturar prazer, motivação, obrigação, porque assim é a vida. Devemos equilibrar bem essa equação. Quero que os alunos passem por essa experiência e que tirem bastante proveito dela. Espero e desejo que os alunos tenham êxito em seus exames e que alcancem isso com aprendizagem e prazer. E que levem isso para sua vida, no seu sentido mais amplo. Não se trata de um treinamento de questões de vestibular. A proposta ultrapassa isso. Espero, ainda, que os alunos entrem em boas universidades, que sejam felizes e que continuem a escrever como algo natural em suas vidas, sem traumas. Que eles sejam melhores escritores e melhores pessoas ao final de todo o processo.

SOBRE O AUTOR:
Paulo Moura é graduado em Letras e mestre em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Também possui pós-graduação em Comunicação e Marketing, em Gestão Estratégica em Instituições de Ensino, Projetos Editoriais e Multimídia e Terapia Transpessoal.
Começou sua carreira alfabetizando crianças na Educação Infantil e Ensino Fundamental ( anos iniciais) e depois passou a dar aulas de Língua Portuguesa, Oficina de Escrita, Redação e Literatura Brasileira nos anos finais do Ensino Fundamental e no Ensino Médio. Ministrou aulas em todas as séries de todos os segmentos da Educação Básica e também em cursos de pós-graduação em Educação, Gestão Escolar e Projetos Editoriais. Tem ampla experiência em gestão pedagógica, administração escolar, gestão de projetos educativos e de formação de professores, direção editorial impressa e multimídia e gerencia de projetos de inovação educativa no Brasil e em outros países da América Latina.
É autor de livros de Literatura Brasileira para o Ensino Médio, autor e organizador de livros para coordenadores pedagógicos, cartilhas de empreendedorismo para alunos de Educação Básica e colaborador em várias obras didáticas.